Text Size

Saúde e Educação

Educação e Saúde: a importância do trabalho conjunto

Faye (1972) observa que enxergar não é uma habilidade inata e pode ser aprendida. Ainda que possuam a mesma acuidade visual, os indivíduos podem apresentar maior ou menor grau de desenvolvimento, uma vez que se diferenciam na habilidade de usar a visão. Portanto, em acordo com as recomendações mais recentes da Organização Mundial da Saúde, deve ser adotado o trabalho conjunto da educação e saúde. Desse modo, a avaliação clínica feita pelo oftalmologista especializado, complementa-se pela avaliação funcional da visão realizada pelo professor especializado em deficiência visual, com indicação da capacidade visual da criança. A partir dessas avaliações, pode-se elaborar uma programação pedagógica adequada. Assim, a definição para fins educacionais considera que o indivíduo com visão subnormal “é aquele que apresenta desde a condição de indicar a projeção da luz até o grau em que a redução da acuidade visual interfere, ou limita, seu desempenho. E a pessoa com cegueira é a que apresenta desde ausência total de visão até a perda de projeção luminosa”. Por esta razão, percebe-se a necessidade de existir uma relação entre definição e uso prático da visão, pois a maioria das crianças identificadas como pessoas com deficiência visual (baixa visão) possui alguma visão útil. E, portanto, há que se desenvolver um planejamento conjunto (oftalmologista, ortoptista e pedagogo especializado em educação especial para deficiência visual), a fim de que esse apoio possa atender as reais necessidades educacionais dessa pessoa. (Zednik, 2003).

O Desenvolvimento Normal da Visão

Conforme Alves e José (1996), para que haja o desenvolvimento normal da visão são necessárias boas condições anatômicas e fisiológicas além de estimulação luminosa.
Lindstedt (1992, p.02), afirma que “a primeira tarefa da visão é fornecer orientação espacial”. Portanto, em termos de objetivos práticos, a visão “estimula e governa os movimentos e ações; assim como torna a criança ativa, independente e autoconfiante; e, pela informação visual, transmite conhecimento sobre o meio ambiente e possibilita a comunicação”. Através dessas interações internas e externas – casa e o meio onde vive - criará sua visão para locomoção e construirá o “alicerce da visão para o aprendizado da leitura e da escrita”. (idem p. 03).
Pode-se perceber que o desenvolvimento global da criança depende, preponderantemente, de suas funções visuais. (Zednik,2003).