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Saberes práticos

Convivendo Adequadamente com a Pessoa com Deficiência Visual

Cegueira não “pega”: Algumas pessoas hesitam em tocar a pessoa com deficiência visual, com medo de serem contagiadas pela “doença”. A cegueira é uma deficiência sensorial, não é uma enfermidade, a deficiência não passa de uma pessoa para outra.

Os Deficientes Visuais não são surdos: Se estiver acompanhado, não se dirija ao seu companheiro ao falar com ele. Dirija-se diretamente a ele, identifique-se e faça um contato físico: Se estiver acompanhado toque ligeiramente seu braço ou seu ombro, para que ele saiba que é com ele que estão falando. O fato de ele não retribuir seu olhar, não significa que ele não possa manter uma conversa normal.

Músicos Extraordinários: Não pense que todos têm dons artísticos e um incrível pendor musical. A proporção de músicos deficientes visuais é a mesma que a de músicos entre os videntes.

Não fale com as mãos: Não gesticule, indicando direções com o dedo: “ali, lá e etc”. Estas orientações não têm nenhuma utilidade para os deficientes visuais. Diga , por exemplo: “o cinzeiro, esta a sua frente ao alcance da mão”, ou “a entrada do metrô esta a mais ou menos 15 metros, à sua direita”, Preste atenção ao indicar direções: tome como referência a posição deles e não a sua.
Um lugar para cada coisa, cada coisa em seu lugar: Nunca deixe portas e gavetas entreabertas onde haja alguma pessoa com deficiência visual, mantenha-as sempre bem abertas ou bem fechadas, objetos atirados a esmo no chão, pisos engordurados e escorregadios, constituem-se em fonte de perigo, no caminho por onde transita uma pessoa com deficiência visual.

Não assuma o problema dele: Se na sua sala de aula houver um colega com deficiência visual, não o “assuma”, fazendo tudo por ele e evitando ao máximo que ele se canse ou se machuque. Ela não deve ser de responsabilidade exclusivamente sua, mas de toda a sociedade. E, principalmente, deve ser a responsável por ela mesma.

Seja discreto nos imprevistos: Às vezes, a pessoa com deficiência visual não percebe manchas, rasgos ou qualquer desalinho em suas roupas ou sapatos. Não se constranja em adverti-la quanto a qualquer incorreção em seu vestuário. Não permita que esses incidentes provoquem comentários sobre sua pessoa, fique certo de que ela agradecerá seu gesto.

Não permita que ele corra riscos: Quando você avistar uma pessoa com deficiência visual querendo atravessar a rua, não grite para ele avisando que pode faze-lo. Ele pode não saber que é com ele que estão falando, pode ter medo de atravessar sozinho e, o que é pior, pode correr sérios riscos de ser atropelado por outro motorista desavisado. Ajude-o a atravessar com segurança, oferecendo-lhe seu braço.

Não o desoriente: Quando você se oferecer de guia para uma pessoa com deficiência visual, não o confunda, cruzando uma rua em diagonal. Isto faz com que ele possa perder a orientação. Efetue um cruzamento em L; é mais seguro para qualquer pessoa, inclusive para você.

Não o deixe na mão: Quando você estiver no ponto de ônibus e se acercar uma pessoa com deficiência visual pedindo-lhe para ser avisado quando chegar sua condução, não deixe de fazê-lo. Mas, se o seu ônibus chegar antes do dela, procure avisar outras pessoas ou, caso não haja mais ninguém, ela própria. Lembre-se: ela confiou em você!
Além de ilegal, prejudicial: Se você for construir ou reformar sua casa, procure não colocar obstáculos na calçada, como jardineiras, degraus, lixeiras e, principalmente, portões que abram para fora: estes são perigosíssimos para as pessoas com deficiência visual. Procure, também não estacionar seu carro ou sua moto na calçada. Não seja responsável por acidentes!

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Fonte: A Cegueira Trocada em Miúdos (Helena Flávia de Rezende Melo)  – Universidade Estadual de Campinas.